domingo, 1 de agosto de 2010

PROJETO: Ressocialização de Adolescentes em conflito com a lei através de Medidas Socioeducativas (Prestação de Serviços)

Instigao pela Assistente Social CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), Rosyléia Joana Melo Pacheco e referendado pelo Prefeito Municipal de Pinheiro, José Arlindo Silva Souza, em novembro do ano passado, em razão da necessidade de serem criados mecanismos para atender os jovens adolescentes em conflito com a lei, oportunizando-lhes o cumprimento de medidas sócios-educativas e passando a inserir valores, contribuindo para a transformação em futuro homens de bem, surgiu a idéia em instituir um Projeto a nível da Unidade Policial Militar que pudesse acolher adolescentes oriundos do Ministério Público e do Judiciário da Comarca de Pinheiro, em virtude das decisões processuais.

Em sintonia, CREAS e 10º BPM, de acordo com a política federal e a legislação em vigor, passaria o 10º BPM "Guardião da Baixada" a receber jovens e ajudá-los em seus processos de recuperação.

A experiência já colocada em prática quando este oficial comandava a ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR "GONÇALVES DIAS" - APMGD que naquela oportunidade recebeu na Unidade Escola, 04 (quatro) apenados da Penintenciária Agrícola de Pedrinhas para a Prestação de Serviços em diversas especialidades (pedreiros, carpinteiros, eletricistas e serviços gerais) para a cada dia trabalhado diminuirem em suas penas igual período, fazendo ainda jús a um quantitativo financeiro do Ministério da Justiça, serviu de estímulo, proporcionando contribuir decisivamente para a construção de uma sociedade mais humana e mais justa, principalmente levando em consideração o comportamento exemplar dos envolvidos no Projeto naquela oportunidade.

Recebendo o apoio da sociedade pinheirense, das igrejas, das diversas instâncias do executivo e legislativo municipal, sacramentado pelo posicionamento das Promotorias de Justiça e do judiciário, com a formatação escrita do 1º Ten QOPM Wellington Rodrigues Veras e da Assistente Social Rosyléia Joana Melo Pacheco, instituimos o presente PROJETO.

RESSOCIALIZAÇÃO DE ADOLESCENTES EM CONFLITO COM A LEI ATRAVÉS DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS (PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS).

1. APRESENTAÇÃO

O 10º Batalhão de Polícia Militar, instituição responsável pela garantia da Ordem Pública na região da Baixada Ocidental Maranhense, vem pautando suas ações diante da Filosofia de Polícia Comunitária, baseando-se na premissa de que Polícia e Comunidade devem trabalhar juntas para identificar, priorizar e resolver problemas contemporâneos, objetivando a melhoria da qualidade de vidas das pessoas.

E diante da conseqüente aproximação entre a Instituição Policial Militar com outros segmentos da sociedade, o 10º Batalhão de Polícia Militar coloca-se como parceiro do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), em Pinheiro-MA, na realização do Projeto de Medidas Socioeducativas para o ano de 2010, que busca a colaboração de entidades, integrantes da comunidade local, no processo de ressocialização de adolescentes em conflito com a lei neste Município, visando dar apoio, orientação e acompanhamento individual a cidadãos e famílias em situação de ameaça ou violação de direitos.

2. JUSTIFICATIVA

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), através da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e da Norma Operacional Básica (NOB), visa implementar ações respaldadas no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), na perspectiva de oferecer proteção social especial a indivíduos e famílias com seus direitos violados, sem rompimento de vínculos, e adolescentes em cumprimento de Medidas Socioeducativas (MSE) em meio aberto (Liberdade Assistida – LA – e Prestação de Serviços à Comunidade – PSC).

Essas ações são desenvolvidas através do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que é o responsável pela oferta de serviço de média e alta complexidade, orientação e acompanhamento a indivíduos e famílias em situação de risco social por ocorrência de negligência, abandono, ameaças, maus tratos, violações físicas e psíquicas, discriminações sociais e infrigência aos direitos humanos e sociais.

Conforme o Art. 112 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os menores de 18 anos que for realmente comprovada a prática de ato infracional, constatado através de provas e indícios devidamente apurados e investigados, devem ser aplicadas as medidas socioeducativas, determinadas de acordo com a gravidade da infração cometida. A expressão socioeducativa, e sua distinção das ações meramente punitivas, são conseqüências da diferenciação proposta pela doutrina de proteção integral.
São cinco as medidas socioeducativas: advertência, liberdade assistida, semiliberdade, prestação de serviços à comunidade e internações.

As medidas são aplicadas de acordo com o delito do adolescente. Encontramos no art. 117 do ECA a modalidade de medida socioeducativa que estabelece a Prestação de Serviços à Comunidade. Esta medida preserva o direito do adolescente à conivência familiar e comunitária, em consonância com as determinações do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), que determina a municipalização do atendimento.
A Prestação de Serviço à Comunidade tem caráter educativo, mas também de responsabilização do adolescente, podendo ser desenvolvida junto a organizações governamentais e não governamentais da rede socioassistencial, hospitais, escolas e outros estabelecimentos congêneres, bem como em programas comunitários ou governamentais.

As tarefas devem ser cumpridas durante jornada máxima de 8 (oito) horas semanais, aos sábados, domingos e feriados ou em dias úteis, de modo a não prejudicar a freqüência à escola ou à jornada normal de trabalho.

O local a ser realizada a prestação de serviços poderá ser estabelecido pelo juiz ou coordenadores dos programas de execução das medidas socioeducativas em meio aberto, em decorrência das parcerias e convênios fixados entre os órgãos competentes para a realização e aplicação de tal medida.

3. OBJETIVO

3.1. OBJETIVO GERAL

Realizar o acolhimento de adolescentes em conflito com a lei na execução de medidas socioeducativas (Prestação de Serviços à Comunidade), disponibilizando a execução de atividades de acordo com as suas habilidades físicas e intelectuais no 10º Batalhão de Polícia Militar.

3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

a. inserir os adolescente em atividades de rotina do quartel (formatura geral, instrução de saúde física, práticas desportivas e campanhas educativas), observando as restrições referentes às áreas e seções de acesso exclusivo a Policiais Militares;

b. fomentar nos adolescentes o interesse do mesmo pela atividade policial militar, como profissão a ser seguida no futuro;

c. despertar nos adolescentes envolvidos no projeto valores sociais fundamentais, como hierarquia, disciplina e respeito, que permeiam as relações interpessoais na caserna;

d. garantir aos adolescentes o acompanhamento por profissionais de segurança pública na realização de suas atividades;

e. realizar o acompanhamento dos adolescentes junto às instituições de ensino freqüentadas por eles e junto a suas famílias;

f. Inserir os adolescentes em atividades desenvolvidas pelo GEAPE, como palestras, seminários e visitações nas escolas;

g. sensibilizar os policiais militares sobre a importância de se oferecer oportunidades a adolescentes em conflito com a lei, despertando o sentimento de responsabilidade social;

h. acompanhar o cumprimento da medida de prestação de serviço;

i. fiscalizar o cumprimento das condições impostas pela Justiça e/ou Ministério Público;

j. elaborar relatórios de acompanhamento das atividades realizadas pelos adolescentes e encaminhá-los ao CREAS .

4. METODOLOGIA

Como fase experimental do projeto, será feito o acolhimento e acompanhamento do adolescente ISF, que será envolvido em atividades no Quartel do 10º BPM duas vezes por semana (terça e quinta-feira), com uma carga horária de 04 (horas) por dia, divididas em duas etapas: prestação de serviços (lavagem de viaturas, serviços de limpeza das instalações) e inserção em atividades socioeducativas (prática de saúde física, formaturas gerais, palestras, atividades do GEAPE, etc).

O adolescente desenvolverá atividades no período de 06 (seis) meses, com início previsto para o dia 13 de maio de 2010, e término em 11 de novembro de 2010.

5. RECURSOS HUMANOS

- Gerente do Projeto: Ten Cel QOPM Carlos Augusto FURTADO Moreira
Fone: (98) 3381 1119 – 8174 0100 - E-mail: celqopmfurtado@gmail.com.
- Supervisor do Projeto o 1º. Ten QOPM WELLINGTON Rodrigues Veras Fone: (98) 3381 2905 – 8135 5314 – E-mail: ofpmmawellington@ig.com.br.

6. CUSTOS

Não serão necessários Recursos Adicionais

7. RESULTADOS ESPERADOS

- A colaboração no processo de ressocialização dos adolescentes em conflito com a lei;

- A melhoria na relação dos adolescentes com suas famílias, sociedade e Instituição Policial Militar;

- Adolescentes e suas famílias entendendo e assumindo o seu papel social, gozando direitos e cumprindo deveres;

- Envolvimento do público interno no processo.

8. DADOS COMPLEMENTARES

- Informações do Adolescente envolvido na primeira etapa do projeto:

Nome: ISF
Data de Nascimento: 02 de março de 1995
Filiação: CJF
Grau de Instrução: Cursando o 2º ano do Ensino Médio na CEEFM Dom Ungarelli
Endereço: Pinheiro-MA
Delito Cometido: previsto no art. 155, § 4º, inciso II e V do CPB, por ter subtraído da Marcenaria “Casa do Marceneiro” 08 (oito) peças de madeira;
Conduta: aparentemente tranqüilo; ajuda a mãe nos afazeres domésticos; pratica atividades desportivas (futebol); não e usuário de substância psicoativa; convive em sua residência com a mãe, o padrasto e mais três irmãos; trabalha desde os 14 nos de idade.
Contatos Telefônicos: (98) ____ 2843 e ____ 1530

Pinheiro/MA, 01 de dezembro de 2009.

Ten Cel QOPM Carlos Augusto Furtado Moreira
Comandante do 10º. BPM "Guardião da Baixada"
(98) 8174 0100 - 882 4528 - 3381 1119
celqopmfurtado@gmail.com

9 comentários:

  1. Ten.Cel Furtado,
    Prezado amigo esse seu projeto é um exemplo de responsabilidade social para a sua instituição. Deveria ser copiado, incorporado e institucionalizado, ampliado e prestigiado.
    O que depender de mim, serei ardoroso defensor e divulgador do brilhantismo da proposição.
    Um abraço
    César Soares
    Assessor Presid. Assemb.Legislativa MA

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  2. cel.furtado parabéns pelo seu trabalho, naõ esqueça dos amigos um grande abraço.

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  3. De Jonathan Cardoso Regis vipersc@ig.com.br
    Para celqopmfurtado@gmail.com

    Data 20 de outubro de 2010 01:08
    Assunto Solicitação - Capitão PMSC Jonathan
    De Jonathan Cardoso Regis vipersc@ig.com.br
    Para celqopmfurtado@gmail.com

    Data 20 de outubro de 2010 01:08
    Assunto Solicitação - Capitão PMSC Jonathan

    Senhor Ten Cel Furtado,

    Em primeiro lugar gostaria de parabenizar o senhor pelo blog e, em especial, pelo projeto publicado referente à ressocialização de adolescentes em conflito com a lei.

    Acredito que seja um projeto piloto e, sem sombra de dúvidas será de grande valia em minimizar o envolvimento das pessoas em desenvolvimento com a criminalidade, bem como conscientizá-los acerca dos problemas social e aproximá-los da Polícia Militar.

    O vosso projeto chamou minha atenção pelo fato do signatário estar desenvolvendo monografia no curso de especialização em administração em segurança pública no Curso de Aperfeiçoamento de Oficias - CAO na minha instituição: Polícia Militar de Santa Catarina.

    Desculpe a falta de educação, não havia me identificado anteriormente ao senhor, sou capitão da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), JONATHAN Cardoso Régis, atualmente exerço minhas funções na Diretoria de Pessoal em Florianópolis/SC, mas, em decorrência da dedicação integral ao CAO, encontro-me afastado das funções.

    Retornando ao comentário que havia iniciado, informo ao senhor que a monografia que estou desenvolvendo no curso está relacionada com o projeto especificado pelo senhor no blog, uma vez que meu tema está focado na participação da PM na ressocialização do adolescente infrator.

    Desta feita, dentro das possibilidades, gostaria de verificar com o senhor se existe possibilidade de me auxiliar, seja com idéias, sugestões, referências, etc.

    Desde já agradeço a atenção dispensada ficando no aguardo de um breve retorno.


    Respeitosamente,

    JONATHAN C. Régis
    Capitão PMSC
    CAO 2010-II

    vipersc@ig.com.br
    http://joniregis.blogspot.com/ MSN: joniregis@yahoo.com.br Twitter: @joniregis
    Móvel: 47-9905.7739 / 48-9640.0584
    "Crescimento Constante... Aprendizagem Diária!!"

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  4. De Carlos Augusto FURTADO Moreira celqopmfurtado@gmail.com
    Para Jonathan Cardoso Regis vipersc@ig.com.br

    Data 26 de outubro de 2010 21:56
    Assunto Re: Solicitação - Capitão PMSC Jonathan

    Prezado Cap Jonathan!

    É uma satisfação contactar com o companheiro, respondendo a sua msg.

    Antes, gostaria de enfatizar que recentemente no período de 25Set a 02Out2010 estive visitando seu Estado (Florianópolis, Brusque, Balneário Camboriú e Penha) e registro minha alegria pelas maravilhas e belezas vistas.

    Por outro lado, tive o prazer de conviver profissionalmente com os companheiros dessa có-irmã: TC James Amaral (Cinotecnia - PMDF 1988), Cap Rodolfo (Encontro de Cmt e Oficiais das APMs - Manaus 2009) e um rápido contato eletrônico com o Maj Marcello Martinez Hipólito.

    Mas retornando ao assunto motivador de sua msg.

    Sempre fui um profissional preocupado com as questões sociais e alguns anos militei na área ligada a crianças e aos adolescentes. Inicialmente com a divulgação do ECA, posteriormente como representante da PMMA em comissão interinstitucional com órgãos responsáveis e ligados ao tema e mais recentemente com os estudos, edição e colocação em prática do PROJETO DE RESSOCIALIZAÇÃO.

    Aliás, esse projeto foi resultante de uma iniciativa quando comandei a Academia de Polícia Militar "Gonçalves Dias", pois com a carência de mão-de-obra: serviços gerais, conseguir junto ao sistema penitenciário à passagem a disposição de "detentos" para durante o dia de 2a. a 6a. feira, trabalharem no Quartel da APMGD em atividades diversas, em troca de redução da pena e um quantitativo pecuniário oferecido pela União.

    Já no comando do 10° BPM, em uma região pobre, com poucas oportunidades e diversos jovens envolvidos com delitos, passei a pensar em uma forma de contribuir com os demais órgãos do sistema de defesa social: Judiciário, MP, PC, e outros, surgindo assim o Projeto.

    Desta sorte, me coloco à disposição para auxiliá-lo.

    Um abraço,

    Ten Cel PMMA Furtado

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  5. De: Jonathan Cardoso Regis <>
    Data: 26 de outubro de 2010 22:37
    Assunto: Projeto de Ressocialização
    Para: Carlos Augusto FURTADO Moreira celqopmfurtado@gmail.com

    Senhor Ten Cel PM Furtado,

    Fiquei feliz em receber sua resposta e agradeço desde já a atenção dispensada.

    Saiba que nosso Estado está sempre de portas abertas aos companheiros de outras Polícias Militares de nosso Brasil, seja sempre bem vindo!

    Os Oficiais mencionados pelo senhor, conheço todos, sendo que mantenho contato mais próximo com o Major Martinez.

    Bom, assim como o senhor, também me preocupo com a situação que vivenciamos em nosso Estado, bem como no Brasil, no que diz a violência e a criminalidade, em especial quanto ao envolvimento e/ou participação de adolescentes em conflito com a lei.

    Acredito que a Polícia Militar, pode auxiliar sobremaneira e participar de alguma forma na ressocialização de menores infratores.

    Assim como havia mencionado no e-mail anterior, por estar realizando o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais aqui em Santa Catarina, em convênio com a Universidade do Sul de Sta Catarina (Unisul), o mesmo também é um curso de especialização "lato sensu", necessitando da elaboração de trabalho monográfico a ser apresentado e defendido ao final do curso.

    O tema que propus apresentar, um desafio na verdade, está na participação da PM na ressocialização do adolescente infrator, e realizando leituras sobre a tutela estatal na proteção as pessoas em desenvolvimento, políticas públicas efetivas, bem como pesquisas na internet, encontrei o Blog do senhor com uma matéria a respeito do assunto, sendo no caso do senhor esta participação consiste na aplicação de medida socioeducativa de prestação de serviços à comunidade e, a minha idéia está baseada na liberdade assistida.

    Desta forma, gostaria de saber, dentro das possibilidades, que o senhor pudesse me auxiliar no sentido de "me dar um norte", mais especificamente de que maneira podemos trazer na pesquisa a ser apresentada, que a proposta possa ser colocada em prática, inicialmente como sendo um projeto modelo.

    Outra dúvida que surgiu ao realizar a leitura de vossa matéria diz respeito aos atos infracionais praticados pelos menores e a ressocialização: todos adolescentes infratores, independentemente da infração há a participação da PM na ressocialização ou foram traçados determinadas infrações para realizar tal trabalho social/pedagógico?

    A ajuda do senhor será de grande valia para a pesquisa e ao meu engrandecimento pessoal e profissional, tenha certeza disso!

    Mais uma vez agradeço a atenção, fico ansiosamente no aguardo de um breve retorno.

    Peço desculpas pela inconveniência e desde já nos colocamos a vossa disposição.

    Fraternalmente,

    JONATHAN C. Régis
    Capitão PMSC
    CAO 2010-II

    vipersc@ig.com.br
    http://joniregis.blogspot.com/
    MSN: joniregis@yahoo.com.br
    Twitter: @joniregis
    Móvel: 47-9905.7739 / 48-9640.0584

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  6. 26Out2010 – 23:15h

    Caro Jonathan!

    Sei que monografia exige do seu autor, superação de adversidades, entre outras o tempo.
    Desta forma, num primeiro momento procurei tentar satisfazer as suas inquietudes, as quais podemos aprofundar a cada dia. Analise e continue a questionar.
    Finalmente não há que se falar em inconveniência, já me coloquei a disposição.
    Até o próximo contato.
    Um abraço,

    Respostas às suas perguntas
    Desta forma, gostaria de saber, dentro das possibilidades, que o senhor pudesse me auxiliar no sentido de "me dar um norte", mais especificamente de que maneira podemos trazer na pesquisa a ser apresentada, que a proposta possa ser colocada em prática, inicialmente como sendo um projeto modelo.

    O Projeto foi concebido com o intuito de contribuir decisivamente para a construção de uma sociedade mais humana e mais justa, fazendo com que a Instituição policial Militar participe efetivamente da ressocialização de adolescentes em conflito com a lei.

    Por outro lado, como uma verdadeira integrante do sistema de Defesa Social, a Polícia Militar, precisa efetivamente participar da vida social da comunidade onde está inserida, até porque em realidade estará contribuindo para uma diminuição de problemas geradores de insegurança.

    A Corporação no seu dia-a-dia, através de seus integrantes, desenvolve ações interpessoais rotineiras que fortalecem valores sociais importantíssimos como hierarquia, disciplina e respeito, desta sorte o adolescente ainda em processo de formação necessita da convivência onde esses valores são evidenciados, direitos e deveres vivenciados, a fim de que possa palmilhar na busca de um lugar “ao sol”.

    É importante salientar que em Pinheiro/MA, a carência estatal é grande, assim Instituições mais ligadas a matéria, não possui estrutura para atender as previsões legais.

    Ademais, existe uma sintonia salutar entre o Poder judiciário, Ministério Público e as Polícias Militar e Civil, onde preenchemos as lacunas e as deficiências existentes, a fim de que possa haver uma melhor prestação de serviço social pelas instituições.

    O Projeto não consegue albergar todas as necessidades, mais foi apresentado como uma iniciativa social e legal no sentido de diminuir carências e contribuir neste difícil mister – RESSOCIALIZAÇÃO.

    Outra dúvida que surgiu ao realizar a leitura de vossa matéria diz respeito aos atos infracionais praticados pelos menores e a ressocialização: todos adolescentes infratores, independentemente da infração há a participação da PM na ressocialização ou foram traçados determinadas infrações para realizar tal trabalho social/pedagógico?

    Inicialmente não se pensou em elencar tipos de atos infracionais, mas sim, como a Polícia Militar poderia ajudar na ressocialização de adolescentes em conflito com a lei.

    Em contatos mais amiúdes com Promotoras de Justiça, antes do acolhimento do adolescente, reuniões informais/interinstitucionais poderiam detalhar cada caso e verificar a plausibilidade do envolvimento do infrator no Projeto.

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  7. De Claudia Cristina claudiacgferreira@globo.com
    Para celqopmfurtado@gmail.com

    Data 29 de outubro de 2010 12:18
    Assunto Projeto de Ressocialização para o Menor

    Caro Coronel Furtado!
    Boa Tarde!

    Sou aluna de Direito, e estou concluindo o Trabalho de Conclusão de Curso, o meu tema é A Medida Sócio Educativa para Menores Infratores e a Maioridade Penal. Ao realizar pesquisas na internet encontrei o seu projeto e gostaria de saber se ele já está em vigor? Se está obtendo o resultado esperado? Como é mantido o projeto (financeiramente)? E as famílias estando dando o apoio necessário? E o Judiciário tem participado no projeto?Se houver mais algum assunto que achar relevante poderia incluir?

    Obrigada por sua atenção.

    Cláudia Cristina - Estudante de Direito da Universidade Estácio de Sá - Campus São Gonçalo - RJ.

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  8. De Carlos Augusto FURTADO Moreira celqopmfurtado@gmail.com
    Para Claudia Cristina claudiacgferreira@globo.com

    Data 29 de outubro de 2010 16:55
    Assunto Ref: Projeto de Ressocialização para o Menor

    Cara Cristina!

    Inicialmente minhas congratulações pela pesquisa e sucessos na conclusão de seu curso.

    O Projeto foi concebido no final do ano passado e como teria que receber a devida autorização do Comandante Geral da Polícia Militar do Maranhão, para colocá-lo em prática, visto que o local em que funcionaria seria no 10° Batalhão de Polícia Militar localizado em Pinheiro, Estado do Maranhão, isto veio a se oficializar em abril de 2010.

    Assim, ele foi desenvolvido aproximadamente durante pouco mais de 05 (cinco) meses, vez que em razão de ter acontecido um fato isolado em São Luís, envolvendo pessoas oriundas do sistema carcerário que prestavam serviços no Comando Geral da PMMA (roubo de armas da Corporação), entendeu o Comandante erroneamente de determinar o cancelamento da continuidade do Projeto.

    Este fato recebeu críticas do Ministério Público e de outros órgãos (parceiros) do Projeto, mas não adiantou, pois o Comando da PMMA manteve a sua posição. Coincidentemente me encontrava de férias regulamentares, de forma que também não pude fazer qualquer coisa para evitar tamanho erro estratégico.

    Em realidade na primeira avaliação realizada após 03 (três) meses de funcionamento, foi constatado de que todos os objetivos preconizados estavam funcionando perfeitamente e as melhorias observado no comportamento do adolescente que se encontrava engajado eram perfeitamente visíveis. Havia uma perfeita colaboração da família, da escola, do próprio beneficiado e dos integrantes do Batalhão (devidamente conscientizados da importância de suas participações).

    No que tange ao aspecto financeiro, não houve a necessidade da injeção de recursos, pois o jovem foi inserido no dia-a-dia da caserna, realizando tarefas, participando de forma efetiva de atividades pedagógicas e despertando-lhe o interesse pela função policial militar.

    Como acima abordado, Poder Judiciário, Ministério Público, Prefeitura Municipal (CREAS, Sec. Assistência Social e de Educação), Igrejas e outras instituições participaram de forma engajada e colaborativa, ao que julgo que o sucesso inicial foi resultante dessa interação e participação.

    Recentemente também recebi inquietações de um outro companheiro de Santa Catarina que faz uma especialização e que ora escreve monograficamente sobre um tema conexo, onde lhe respondir algumas observações, o qual anexo.

    Como ainda estou em São Luís e nesta próxima semana embarco para Pinheiro para rever alguns documentos, poderia lhe encaminhar posteriormente documentos referentes para melhor embasá-la.

    A sua disposição para quaisquer outro esclarecimento.

    TEN CEL PMMA FURTADO

    ResponderExcluir
  9. de Claudia Cristina claudiacgferreira@globo.com
    para celqopmfurtado@gmail.com

    data 29 de outubro de 2010 17:35
    assunto: Projeto de Ressocialização para o Menor

    Coronel Furtado, Boa Tarde!

    Muito obrigada por ter respondido a minha solicitação. Se puder enviar o material que se encontra em Pinheiro será bem-vindo, pois toda informação será utilizada para realizar um parametro, pois não podemos somente apontar as mazelas senão procurarmos encontrar alguma solução. Como o senhor sabe o Rio de Janeiro enfrenta muitos problemas nessa área, principalmente com o aliciameno dos menores no tráfico de drogas, mas se for dada uma ocupação, se a própria família tiver uma participação e se tiverem principalmente uma religião muitos problemas poderiam ser saneados.
    Parabéns por sua iniciativa.

    Cláudia Cristina

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Caros amigos

Poder expressar-se é a oportunidade de compartilhar conhecimentos adquiridos ao longo de nossa existência, portanto, sejam benvindos as minhas considerações profissionais.